sexta-feira, dezembro 01, 2006

Título: Jogos de Felicidade

Muitos dizem-me provavelmente com alguma razão que não sou feliz. Afinal de contas, quem será, na sua totalidade, realmente feliz? Poucos o serão certamente. Tanto mais que felicidade cultiva-se no dia-a-dia, não é um "topo de carreira"; "pronto, agora já sou feliz, já me posso enconstar". Nada disso!

Mas... Considero-me eu infeliz? Boa pergunta! Eu não sei. Em parte não posso dizer que não, racionalmente não tenho nada que me possa concluir como infeliz. Mas não... É nos pormenores que está a diferença! É naquelas partes em que não é só escolher, é preciso sentir de facto, e esse sentir ser baseado em coisas concretas, não meras assumpções... Sentir o que é correcto, e fazer! Sentir o amor, que enlouquece, que tira a razão e não aquele fabricado... Esse não preenche! Não se fabrica, sente-se! E se não se sente não é correcto... Até pode ser o mais oportuno, mas não é o mais correcto!! Porque o correcto é o que se sente!

O caminho certo e não o mais oportuno! Esse grita por nós, porque parece simples! Só que lá à frente é altamente tortuoso....

Respondendo à pergunta de forma clara: acho que sou feliz em muitos aspectos, mas há alguns em que não me sinto nada bem, e que influenciam tanto os outros aspectos que fico ansioso, demasiado à procura de algo, não sei bem o quê realmente, mas ando mesmo perdido. E nesses aspectos, o disparate é dominante...

Mas, mesmo assim, e porque não considero que se trate de uma questão de certo ou errado, vou agir da mesma forma. Porque não se trata de acertar ou falhar... Trata-se de sentir, e o sentir não é racional! Ou se sente... Ou não se sente...

Por isso o meu agir não tem sido errado, simplesmente tenho tido azar. Qualquer dia acaba, o azar. Ou não...

6 comentários:

Migaralhix disse...

Parece que a felicidade não é o bem-estar que se adquire somando vários pontos de vista: material, social, emocional/afectivo ou mesmo espiritual, como tú sabes, por isso, acho que fazes bem em não provocares qualquer tipo de bem-estar artificial, pois de facto não preenche, é fugaz...e se o for!!! Deixa a vida fluir, mas não deixes de estar atento ao chamamento do que te rodeia, às vezes um click faz-se quando menos esperamos. A vida é umas férias que a morte nos dá. (Não sei quem escreveu, mas até transmite alguma verdade, mais um ponto de vista, pronto!!) :)

Parafuso disse...

O sentir é o mais importante para te estares bem contigo mesmo, se vais ser demasiado racional perdes a verdadeira essência da vida.

Sê FELIZ, e espera sempre no CLICK, não percas a esperança, sim?

Ana disse...

Mas o "sentir" pode ele ser condicionado...

Ricardo Ramalho disse...

Condicionado por...

Ana disse...

...por um eventual "mas"!

Jú disse...

A felicidade não é permanente... somos felizes especialmente quando SENTIMOS, quando conseguimos realizar ou fazer algo que estava cá dentro, no nosso coração...como aquilo que fizeste pelo Leonardo! foi um momento de felicidade... foi SENTIDO!
Às vezes, por medo, por receio de errar, do correcto ou incorrecto, ou seja, da complexidade das nossas cabecinhas, esquecemo-nos de SENTIR. Para sentirmos, temos que estar "limpos" e abertos, sem presenças estranhas nos nossos sentimentos!... a história do Leonardo pode ser um bom ponto de partida!... lembra-te dela...