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segunda-feira, abril 27, 2009

País dos Chicos-Espertos [1]

Este país deverá ter a maior taxa de chico-espertice do mundo, se tal indicador existisse! Porque raio digo isto? É uma sensação meramente empírica? É resultante do status-quo? Da crise?

Não... Definitivamente, não! Acontece que recebi um daqueles e-mails da treta que todos recebemos e este tinha o seguinte lá escrito:
I - Não incorre em prática de qualquer crime, designadamente o de injúrias ou de ameaças, aquele que, perante o agente de autoridade, em exercício de funções, no acto em que está a ser autuado (por eventual violação de regras de trânsito), a título de desabafo e sem que lhe dirija as palavras, se limita a expressar “Caralho! Já ando com problemas que cheguem… e o sr. ainda vai ouvir falar de mim” (sic).

II – Com efeito, nem o vocábulo “caralho” encerra qualquer epíteto dirigido à autoridade nem o alerta de que “ainda vai ouvir falar de mim”, no contexto em que foi proferido, não contém a anunciação de um “mal futuro”, apto a causar “inquietação, medo ou prejudicar a liberdade”
Achei que seria mais um e-mail daqueles muitos a falar mal do Sócrates/Governo/Políticos/Função Pública/etc. Depois tinha este link, no qual carreguei...

Não morri, não fiquei chateado, triste, doente, atónito, nada... É isso mesmo! Nada... Simplesmente acho que o senhor que fez isto é... Um chico-esperto! Nada mais, nada mais mesmo!...

E seguindo esta lógica podemos todos mandar um polícia para o **ra***, sem que nos aconteça nada certo?

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Microsoft abre lojas!

A Microsoft vai abrir lojas, do género das Apple Store americanas...

Eu prometo que amanhã páro de rir.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Feliz Natal

Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros — coitadinhos — nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,

como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!
António Gedeão
através da Paula Brito

Desejo-vos um Feliz Natal, mas sem prendas nem outras palhaçadas típicas da época. Só mesmo a boa companhia dos vossos, daqueles que realmente importam, numa troca de sentires, numa boa.

sábado, novembro 08, 2008

Ai a Fátinha!!

Ela é inocente, claro... Não se esperava que ela fosse dizer outra coisa, como é óbvio. Isso de facto não é grande notícia, tal como o facto de ter sido condenada a pena suspensa, o que levou alguém à saída do tribunal a perguntar se alguma vez um poderoso político tinha ido preso. A notícia do público está aqui.

Mas o que me despertou a atenção foi o maravilhoso sarcasmo de um comentador da notícia, que me fez rir muito. Aqui vai:
07.11.2008 - 14h08 - Espectro, Porto
Valentim Loureiro: Pena suspensa; Pimenta Machado: Pena suspensa; Fátima Felgueiras: Pena suspensa. Naturalmente e logicamente que Isaltino Morais e Pinto da Costa se vierem a ser condenados (por vergonha em os absolverem) também verão as respectivas penas SUSPENSAS. descobri hoje que Cristo sempre existiu e que está entre nós de novo, só que mudou de nome, agora chama-se VALE E AZEVEDO, que está novamente a pagar por todos os pecados de todos os outros! Assim já faz tudo sentido!

terça-feira, junho 17, 2008

17 dias, 17 dias, 17 dias

E dezassete dias depois volto a escrever aqui... Sim, completa vergonha ou nem por isso! Afinal de contas é o meu espaço! Voltou o trabalho, voltou o Sol quando não há chuva, voltaram mil e uma coisas novas e velhas - sinceramente não sei o que voltou!

Mas tenho andado num turbilhão, sem de facto perceber o que é ou o que não é, o concreto afasta-se e não sei bem o que sinto hoje, aqui e agora. Quando começo a aparvalhar é muito mau sinal, significa que estou a perder o controlo de algo! É a minha maneira de espantar a neura, é a minha maneira de espantar o medo, é a minha maneira de lidar com o incerto ou com o que não consigo controlar totalmente.

Entretanto... Viva o Euro! Vivam os camionistas! Vivam os pescadores! Vivam os tipos dos Recibos Verdes! Vivam todos os que estão com vontade de fazer barulho!

Over and out... for today!

terça-feira, novembro 20, 2007

O que eles queriam mesmo...

Hoje de manhã, aquando do meu pequeno-almoço, ouvi uma daquelas parvoeiras jornalísticas! Um tipo qualquer foi acusado de violar um miúdo lá da Casa Pia, e os senhores foram a correr tentar obter uma declaração... Mais do que óbvia seria a resposta do tipo, independentemente de ter culpa ou não no cartório. Declarou que "tudo eram mentiras", ou algo assim.

Mas o que os jornalistas queriam mesmo era uma resposta assim:
Foi óptimo! Soube-me maravilhosamente bem!

quinta-feira, agosto 16, 2007

15 de Agosto

Alterações climáticas? O que é isso?

Ah, isso é imaginação! Afinal de contas sempre choveu a 15 de Agosto não é verdade?...