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quarta-feira, maio 18, 2011

De facto, neste preciso momento em que tanta emoção fala mais que a razão que deveria naturalmente impor-se, e que de facto deveria controlar, mas não consigo, vou deixar fluir...
Não consigo explicar o que senti, o cinismo que exprimi, talvez algum ódio, talvez alguma raiva, talvez... não sei, foi sentir tudo de uma vez condensado num... só momento, em que a minha cara não iria de forma alguma mentir o que senti quando te vi quase um ano depois. Tanto cinismo num simples "olá como estás?", como se aquilo nada fosse. Deixa estar, um dia dar-te-ei um desprezo bem maior... Porque é só mesmo isso que tu mereces, nada mais...
Porque eu sei que mereço bem melhor do que tu foste, deixa estar...

sábado, março 19, 2011

I will stone you! :)


I'm the man, I'm the king, I'm the one
That's broken from giving
Everyday, everyway I swear just one last try :)

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Turbilhão!


Via this isn't happiness
Há aqueles momentos em que não queremos nada a olhar para o que lá vai em baixo... Serve para celebrar esses dias. E hoje é daqueles dias em que não quero nada nem ninguém a olhar para o que lá vai em baixo.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Restrospectiva 2010

Todos os anos faço uma certa retrospectiva do ano que passa, mais longa, mais curta mas faço. Este ano não será uma excepção, apesar da magreza de posts que tenho feito aqui neste espaço.

Este ano foi fértil em acontecimentos; talvez seja dos anos em que mais coisas relevantes aconteceram na minha vida! Coisas boas, e coisas más, todas em proporções... digamos... grandes! Não vou negar a importância que todas tiveram, foram experiências importantes e fizeram/fazem-me crescer por dentro. Fazem de mim uma melhor pessoa, espero!...

Na componente pessoal, começou bem, chegou a meio e ficou negro! O que de facto desejava não era o que tinha; eu vivi um amor, a outra pessoa viveu o que lá só ela sabe, não lhe irei guardar mais rancor, irei guardar o que aprendi, o que tenho que fazer para que certas situações não se repitam, e acima de tudo os bons momentos que passei. Foi uma pessoa que passou e saiu da minha vida em 2010 e que não voltará. Guardo-lhe o carinho p'los bons momentos que passámos, apenas isso. Aprendi e uma parte dessa aprendizagem doeu. Vamos ver se a lição pegou ou não, num qualquer dia daqui para a frente.

Eram apenas duas personagens que não estavam no mesmo filme. Este é o ponto fulcral! Convém ouvirmos os nossos próprios sentimentos, eles falam muito! Não é por acaso que o nosso subconsciente nos vai dando todas as dicas que precisamos; é um completo puzzle que se vai montando na nossa cabeça,  é uma ideia plantada na nossa mente por nós mesmos ao longo do tempo! Seja lá o que for, essas ideias crescem, e só crescem porque há algo a dar-lhes fundamento - o fundamento que tinha era que algo ia mesmo mal, e que não estava bem naquele filme. Não tive a coragem de lhe por o "The End" que necessitava. Talvez tenha sofrido ainda mais por não ter sido eu a fazer isso... Agora pouco importa, porque isso aconteceu, e ainda bem que aconteceu. Houve uma pessoa, ainda que indirectamente e inconscientemente, me fez perceber isto tudo - de certa forma, obrigado.

Na componente profissional, foi dos meus melhores anos, senão for mesmo o melhor. Sinto-me hoje reconhecido onde estou há uns bons anos, e tenho à volta pessoas que são um verdadeiro espanto! Como se diz na gíria futebolística, "jogam e dão a jogar". Alguns inventam e falam demais, mas... papagaios existem em todo o lado não é verdade? A minha "chefe por dois meses" ajudou nesse processo, por isso tenho que lhe agradecer, também por ser uma pessoa fantástica e por me ter deixado sair para o departamento onde sempre deveria ter trabalhado. Tenho aprendido imenso com estas novas pessoas, são colegas fantásticos. 

Sinto-me finalmente útil a algo e as responsabilidades não me estão a meter medo.

Foi, de facto, um ano fabuloso, apesar de algumas situações muito... pesadas!... Mas tenho conhecido muitas pessoas fantásticas! Aliás, na segunda parte do ano, admito que tenho conhecido muitas pessoas, e algumas delas são realmente fantásticas. Que 2011 continue estas boas vibrações, e que possa para o próximo ano escrever com ainda mais calor. Bom ano a todos!

domingo, dezembro 05, 2010

Incompreensão!

Descobri um blog que me fascina! Chama-se Não Compreendo As Mulheres, e é um blog simplesmente adorável. Para os muito poucos que ainda aqui passam, façam favor de ir ver.
Vale a pena. Principalmente os posts que são conversas. É simplesmente delicioso.

E de facto concordo com ele - não compreendo as mulheres!

segunda-feira, setembro 20, 2010

Rearranged? Someday...

Lately I've been skeptical
Silent when I would used to speak
Distant from all around me
Who witness me fail and become weak
Life is overwhelming
Heavy is the head that wears the crown
I'd love to be the one to disappoint you when I don't fall down

But you don't understand when I'm attempting to explain
Because you know it all and I guess things will never change
But you might need my hand when falling in your hole
Your disposition I'll remember when I'm letting go
Of you and me we're through
And rearranged

It seems that you're not satisfied
There's too much on your mind
So you leave and I can't believe all the bullshit that I find
Life is overwhelming
Heavy is the head that wears the crown
I'd love to be the one to disappoint you when I don't fall down

But you don't understand when I'm attempting to explain
Because you know it all and I guess things will never change
But you might need my hand when falling in your hole
Your disposition I'll remember when I'm letting go
Of you and me we're through
And rearranged
Of you and me we're through
And rearranged

You're no good
For me
Thank God its over

You make believe
That nothing is wrong until you're cryin'
You make believe
That life is so long until you're dyin'
You make believe
That nothing is wrong until you're cryin'
Cryin' on me
You make believe
That life is so long until you're dyin'
Dyin' on me!

You think everybody's the same
I don't think that anybody's like you
(You ruin every and me kept fuckin' with me until its overand and I, evereybody's the same)
You think that everybody's the same
I don't think that anybody's like you

Just think about it
You'll get it

terça-feira, agosto 17, 2010

Miguel Esteves Cardoso é que sabe!...

Mandaram-me este texto... É mesmo muito bonito.

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa, como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já não está lá? As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tente esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! 

É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou de coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso primeiro aceitar. É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados, se tivessem apenas o peso que têm em si: isto é, se os livrássemos da carga que lhe damos, aceitando que não tem solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença do que se padeceu. Muitas vezes só existe a agulha. 

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembrança, na esperança de ele se cansar. Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu amor. E a felicidade faz-nos sentir pena e culpa de não a podermos partilhar. É por estarmos de uma forma ou de outra sozinhos que a saudade é maior.

Mas o mais difícil de aceitar é que há lembranças e amores que necessitam do afastamento para poderem continuar. Afonso Lopes Vieira dizia que Portugal estava mal, que era preciso exilar-se para poder continuar a amar a Pátria dele. Deixar de vê-la para ter vontade de a ver. Ás vezes a presença do objecto amado provoca a interrupção do amor. E a complicação, o curto-circuito, o entaralamento, a contradição que está ali presente, ali, na cara do coração, impedindo-o de continuar.

As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se. Custa aceitar que os mais velhos, que nos deram vida, tenham de dar a vida para poderem continuar vivos dentro de nós. Mas é preciso aceitar. É preciso aceitar. É preciso sofrer, dar urros, murros na mesa, não perceber. E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração. Perderíamos a religiosidade, a paciência, a humanidade até.

Há uma presença interior, uma continuação em nós de quem desapareceu, que se ressente do confronto com a presença exterior. É por isso que nunca se deve voltar a um sítio onde se tenha sido feliz. Todas as cidades se tornam realmente feias, fisicamente piores, à medida que se enraízam e alindam na memória que guardamos delas no coração. Regressar é fazer mal ao que se guardou.

Uma saudade cuida-se. Nos casos mais tristes separa-se da pessoa que a causou. Continuar com ela, ou apenas vê-la pode desfazer e destruir a beleza do sentimento, as pessoas que se amam mas não se dão bem, só conseguem amar-se bem quando não se dão. Mas como esquecer? Como deixar acabar aquela dor? É preciso paciência. É preciso sofrer. É preciso aguentar. Há grandeza no sofrimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio do remoinho de erros que nos revolve as entranhas de raiva, do ressentimento, do rancor _ temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor. As pessoas morrem, magoam-se, separam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades. Para esquecê-las é preciso chorá-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta reparar em como ainda temos esperanças de contorná-la. Nos uivos das mulheres nas praias da Nazaré não há “histeria” nem “ignorância” nem “fingimento”. Há a verdade que nós, os modernos, os tranquilizados, os cools, os cobardes, os armados em livres e independentes, os tanto-me-fazes, os anestesiados, temos medo de enfrentar. Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas das Caraíbas, livros de poesia- só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar fôlego. Esta dor tem de ser aguentada e bem sofrida com paciência e fortaleza. Ir a correr para debaixo das saias de quem for é uma reacção natural, mas não serve de nada e faz pouco de nós próprios. A mágoa é um estado natural. Tem o seu tempo e o seu estilo. Tem até uma estranha beleza. Nós somos feitos para aguentar com ela. Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amamos, de nos vingarmos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, de lhe compormos redondilhas, mas tudo isso não tem mal. Nem faz bem nenhum. Tudo isso conta como lembrança, tudo isso conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por Ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste inexterminável barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar.

O que é preciso é igualar a intensidade do amor a quem se ama e a quem se perdeu. Para esquecer é preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar tempo, dar dor, dar com a cabeça na parede, dar sangue, dar um pedacinho de carne (eu quero do lombo, mesmo por cima da tua anca de menina, se faz favor).

E mesmo assim, mesmo magoado, mesmo sofrendo, mesmo conseguindo guardar na alma o que os braços já não conseguem agarrar, mesmo esperando, mesmo aguentando como um homem, mesmo passando os dias vestida de preto, aos soluços, dobrada sobre a areia de Nazaré, mesmo com muita paciência e muita má vontade, mesmo assim é possível que não se consiga esquecer nem um bocadinho.
Quanto mais fácil amar e lembrar alguém – uma mãe, um filho, um grande amor – mais fácil deixar de ama-lo e esquece-lo. Raio de sorte, ó lindeza, miséria suprema do amor. Pode esquecer-se quem nos vem à lembrança, aqueles de quem nos lembramos de vez em quando, com dor ou alegria, tanto faz, com tempo e paciência, aqueles que amamos com paciência, aqueles que amamos sinceramente, que partiram, que nos deixaram, vazios de mãos e cheios de saudades, esses doem-se e depois esquecem-se mais ou menos bem.

E quando alguém está sempre presente? Quando é tarde. Quando já não se aguenta mais. Quando já é tarde para voltar atrás, percebe-se que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar. Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar? Aí está o sofrimento maior de todos. O luto verdadeiro. Aí está a maior das felicidades.


miguel esteves cardoso

terça-feira, janeiro 19, 2010

País de loucos (versão Zon)

Há uns dias ligaram-me da Zon com uma oferta! Como todos sabemos, não existem almoços grátis, principalmente quando se trata de operadoras de telecomunicações - querem sempre algo, e deixei o senhor (Brasileiro por sinal...), fazer o seu trabalho.

Falou muito e dizia sempre que tinham "uma oferta para clientes muito antigos, baixando sua factura cinco euros mensais", claro referindo que ia aumentar o débito de internet para "100 Megas já com fibras". Quando referiu esta última parte, ia-me partindo a rir... É a internet AllBran, ou algo assim.

Portanto o que me ofereciam era uma redução no preço, aumento de débito de internet que não desejo nem preciso em troca de nada. Bom negócio certo? Errado! O que a Zon pretende é ter mais clientes fidelizados, obrigados a terem contratos de 12 meses. Quando informei o senhor que só aceitaria tal oferta sem fidelizações (que não sei até que ponto são legais sequer...), ele prontamente acabou a conversa porque viu que percebi o esquema.

E assim continuo à espera que exista MEO-Fibra na minha rua. Há que fazer a concorrência funcionar - estou farto da Zon e da péssima qualidade de serviço.

domingo, janeiro 03, 2010

Bom ano meus caros!

Simplesmente vos desejo um ano de 2010 maravilhoso! Aliás, desejo-vos uma década maravilhosa!

E com isto deixo-vos também um vídeo delicioso:

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Boas Festas

Como sabem, e os mais distraídos que não sabem, faço anos no Natal. Mais precisamente no dia de Natal, 25 de Dezembro. E esta quadra sempre teve um conjunto de sentimentos associados e que não consigo deixar de os ter.

Tenho uma família pequena (sou apenas eu e os meus pais), todos os anos oiço as mesmíssimas histórias de como o meu pai estava a trabalhar na véspera de Natal, a pintar móveis que fabricava e vendia, e que tinha prometidos a clientes, com a minha mãe, grávida de nove meses a ajudar o aflito e quase pai nesse fim de tarde de 24 de Dezembro de 1976. Pelo que sei, o meu pai teve mesmo que interromper o trabalho para levar a minha mãe (e eu...) à maternidade de Oeiras, onde nasci às 5:30 da manhã de 25 de Dezembro de 1976. Pelo que consta voltou para casa, e continuou a trabalhar porque o mandaram embora da maternidade. Na altura, ao que parece, os pais não podiam assistir aos partos, mesmo que quisessem...

Todos os anos oiço esta pequena história, é impossível não o fazer, faz já parte do nosso ritual, da nossa companhia e que é a companhia de todos os dias de qualquer forma. É o nosso Natal, aqui em casa.

Feliz Natal a todos, junto daqueles que amam, e com muita saúde.

sábado, novembro 14, 2009

Whisky in the jar

Ontem tive uma experiência interessante! Há uns dias, a minha querida afilhada manda-me um e-mail a dizer que tinha que participar num pequeno questionário de uma conhecida empresa de Whisky, e que se fossemos todos muito rápidos a responder ao dito questionário, poderíamos ter um "private tasting at home".

Não sei muito bem como, mas ganhámos direito ao dito "private tasting". Como experiência foi fabuloso, ter uma pessoa a explicar-nos com algum detalhe o processo de fabrico do Whisky, tudo com muito gosto e no fim foi dada aos anfitriões uma garrafinha para nosso gosto.

Adorei o conceito. Sei bem que é marketing puro e duro. Muito directo diga-se, mas muito bem conseguido.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Cenas maradas

Chego à minha secretária e tenho-a cheia de formigas!
Interpretações?...

quarta-feira, julho 08, 2009

Pressão precisa-se! (ou ligeira análise de 5 anos e meio de emprego)

Fez no dia dois do presente mês cinco anos e meio que estou a trabalhar onde estou. Considero que aprendi muita coisa, talvez atabalhoadamente em grande parte dos casos, outros tantos a fazer borradas monumentais, e usando este sítio como playground onde pude experimentar imensas coisas, sem ter ninguém realmente à perna. Aprendi como se deve construir uma aplicação, como não construir uma aplicação, como decifrar o que as pessoas realmente querem (é uma arte, acreditem, e ainda estou muito longe de a dominar...); aprendi também o porquê de tanta lenga-lenga na universidade acerca de métodos de trabalho, e aprendi isso fazendo muitas vezes borradas monumentais, e tendo que as reparar a seguir - há muitos casos onde ainda não deu barraca e onde tenho medo de mexer tal é a confusão feita de patches em cima de patches...

Mas isto são generalidades de certa forma. O que mais sinto no meio deste processo é que a supervisão de um projecto é muito importante! Sem uma supervisão clara, o projecto entra em auto-manutenção, e o rumo não existe por muito que se tente lavar a cara do mesmo, e tente acrescentar constantemente funcionalidade. Torna-se um pequeno monstro com muitos tentáculos, cada um destes tentando chegar a muitas audiências, algumas vezes muito bem, algumas vezes mal e algumas vezes muito mal.

Na questão da supervisão sinto, na minha curta vida profissional (afinal de contas, 7 anos no total, não é nada de especial...), que não pode haver exageros. Nem excesso de supervisão, nem falta do supervisão.

Se houver excesso, quem faz a supervisão torna-se uma espécie de alma penada que será muito rapidamente vista como um ditador que simplesmente não ajuda nada! Apenas pensa que ajuda, ou até que manda... Será muito importante manter a equipa motivada, mas não será assim com certeza. Uma equipa que não tenha um mínimo de autonomia não funciona, disso não tenho dúvidas! Passei levemente por uma situação destas no meu primeiro emprego (após terminar o curso), e garanto-vos que agradável não foi...

Se houver falta de supervisão, além da auto-gestão que já por si é má quanto baste, o trabalho realizado perde qualidade e coerência, é realizado aos solavancos e de acordo com as pressas que possam surgir. O planeamento acaba por ser algo vago e meramente feito para definir objectivos no início do ano - tendem a ser simples de cumprir. E há, infelizmente, uma tendencia para falar muito e agir pouco devido à inexistência de pressão para que o trabalho surja de acordo com uma temporização pré-definida. E não sejamos ingénuos aqui: todos precisamos de alguma pressão para realizar bom trabalho. E quando falo de pressão, não falo da pressão negativa do tipo "isso tem que estar acabado ontem porque eu quero" - falo da pressão natural do tipo "então como está a correr o projecto do Mata-Janelas XIII? Gostava de ver esses progressos para a semana!", ou algo do género. Ir ao local, dar críticas construtivas e ideias objectivas. Espera-se que seja o informático a resolver problemas organizacionais onde muitas vezes o informático não tem muito a dizer...

A pressão pode ser extremamente negativa se levada além dos limites do razoável, e só cada um saberá os seus próprios limites em relação a isto. E sinto que no meu actual emprego seria necessária mais supervisão e isso iria gerar, nem que implicitamente, mais pressão que em última análise seria criadora de maior motivação. Chamemos-lhe pressão positiva.

Mudar de emprego? Neste momento não me parece muito sensato... Além de que não tenho grande vontade; talvez seja do conforto...

segunda-feira, maio 25, 2009

Psoríase - Assinem a petição

A psoríase é uma doença crónica (incurável, não contagiosa), mas não é reconhecida como tal p'lo nosso Sistema Nacional de Saúde. Eu, que sofro diariamente com este problema, sei do que todos os doentes se queixam, dos gastos resultantes com o tratamento, e com os problemas para a auto-estima que isso também acarreta - principalmente quando nos fazem perguntas incómodas.

Ou quando pensam que somos uns porcos que não tomam banho! Não imaginam a quantidade de situações caricatas que já tive.

Mas o primeiro passo era p'lo menos o Estado ajudar naquilo que é suposto ajudar - comparticipar mais os medicamentos e tratamentos, e reconhecer a psoríase como doença crónica.


Obrigado a todos!
Actualização: aparentemente o link está em baixo. Espero que volte. Obrigado a todos, desde já.

sexta-feira, abril 24, 2009

GTi v6.0 [Sonhos Prováveis]


Tou farto de ler sobre o novo Golf GTI! Sempre fui muito apreensivo acerca dos automóveis da VW, porque sempre achei (e acho...) que não valem o preço que se paga p'los ditos... Mas este último modelo, tem ares de Scirocco! O que só pode ser um elogio! O raio do carro ficou, finalmente, algo que dá prazer olhar! É bonito, charmoso, e muito interessante! Ora vejamos:
  1. Tem um excelente motor de 2 litros de capacidade (211 cv), que mantém o binário máximo (280nm) desde as 1700 rpm até às 5500 rpm, salvo erro. Isto permite uma suavidade na condução brutal;
  2. Suspensão electrónica com controlo electrónico da rigidez das suspensões;
  3. Diferencial auto-blocante electrónico - diferencial normalíssimo mas faz o efeito de um LSD através do uso dos sensores do ESP e dos travões.
Tudo isto dá vontade de ter um... Mas a 36000€ é demasiado dinheiro mesmo assim...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Lento

A noite passada foi impressionante! Deitei-me à uma da manhã, às duas ainda estava a olhar para o relógio, às três e meia ainda via o relógio, devo ter adormecido algures, mas às seis da manhã já estava a olhar para o relógio outra vez...

Está a ficar bonito outra vez...

sexta-feira, novembro 28, 2008

Começas a perceber que tens que dormir mais quando...

...sais de casa a correr para discutir com alguém a fazer obras na casa do vizinho, só porque este está a fazer barulho à hora de almoço!

sexta-feira, julho 18, 2008

Festarola do Carlitos - uns dias depois!

Isto do Verão dá cabo de mim! Lido bem pior com o calor do que lido com o frio. Adoro o frio, detesto o calor.

Mas o calor e Verão trazem outras coisas boas ao mundo, como os copos e os ajuntamentos de amigos na praia. Está quase a fazer uma semana sobre um dos presentes mais épicos que alguma vez ajudei a dar a um amigo. Obrigámos o tipo a fazer um jogo de pistas, onde teria que resolver um conjunto de charadas, e ir descobrindo onde era o próximo local.

O Carlitos alinhou, e foi talvez uma das mais memoráveis festas de aniversário que tivemos. Acabou na praia contígua ao seu bar favorito. Montou um papagaio em frente ao Museus dos Coches, foi a Porto Brandão, andou com uns óculos de papel e uma placa a dizer que amava o Corbusier, andou de triciclo e ainda fez chocolate quente numa tarde quente de Verão.

Tudo acabou com uma jantarada, cheia de areia e vento na praia.

Foi simplesmente fabuloso. =)

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Novas Ideias

Acho que vou inaugurar uma nova coisa aqui no blog, algo que obrigue a por cá algo uma vez por dia. Andei a pensar, e tiro imensas fotos parvas com o telemóvel, e vou tentar começar a publicar uma foto por dia...

Se não o fizer, protestem tá? ;)