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| Tirado algures da web |
Por vezes mudamos tanto a nossa postura que mal nos reconhecemos... Isso vê-se quando nos surpreendemos a nós mesmos nas mais pequenas coisas. Seja para o bem, seja para o mal...
A cave costuma ser o sítio mais fresco da casa
A perda é a subtracção de algo que nos devolve uma segurança.
Imagina que, para te sentires mais segura no reino da matéria, decides inconscientemente que o teu trabalho é o que te fará feliz.
Imagina que trazes este foco para o teu consciente. Só te vais sentir bem, só te vais sentir completa se estiveres a trabalhar. Substituíste o Ser pelo Fazer. Só consegues Ser se estiveres a Fazer. Logo, o teu trabalho devolve-te segurança emocional, uma espécie de Ser.
Espiritualmente não funciona, porque tu deverás fazer porque És e não para Ser. Primeiro És. Depois de saberes quem És, vais escolher o que Fazer, desde que a tua escolha reflicta quem És.
O que acontece actualmente é precisamente o contrário.
A pessoa não sabe quem É, mas escolhe quem gostaria de Ser. Depois procura o que Fazer que reflicta essa pessoa que, à força de querer Ser, ela julga que É. É aí que nasce a perda.
Mas pode não ser o emprego, pode ser um acidente, a perda de entes queridos, a falência de uma empresa, a doença de uma pessoa próxima ou da própria, dores sistemáticas no corpo, factos desagradáveis que se repetem, enfim, todo e qualquer problema que cause grande angústia. Tudo o que não seja a consequência directa de uma escolha consciente, a partir do verdadeiro "Eu", pode ser definido por perda.
Quando a perda se consuma, fica um sentimento de revolta difícil de controlar.
A solução é aceitar que atraíste a perda porque a tua energia estava completamente bloqueada, não fluía. Aceita-lá como aviso para se endireitar o rumo de vida para evitar perdas futuras. E se a pessoa culpa os outros (ou Deus) da sua perda e não endireita o rumo vai continuar a atrair perda....até ao fim. Terá de voltar cá muito mais vezes para corrigir o padrão. As perdas servem para abrandar o caminho, pois se a pessoa seguisse em frente, cairia no precipício.
Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros — coitadinhos — nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!