sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Dúvida

Não poderia o nosso Presidente, à luz de alguma lei qualquer (quiçá da Constituição), recusar a demissão daquele verme Madeirense de nome Alberto João Jardim? A demissão dele é a distorção de toda e qualquer forma de democracia...

6 comentários:

Zé Pires disse...

Melhor que isso: um esquema tipo prescrição. Em caso de desistência, não poder concorrer na seguinte eleição.

Anónimo disse...

Concordo plenamente.

"Bailinho do Jardim
Alberto João Jardim foi, durante anos, visto em Lisboa como o bobo da política nacional.

Bruno Proença

Quando tudo estava cinzento e aborrecido no continente, lá vinha uma excentricidade do líder histórico da Madeira. Para as elites da capital, sempre foi um deselegante desbocado. No entanto, para a maioria dos madeirenses, é Deus na terra. Quem está enganado? Ninguém. Depende tudo da perspectiva e dos interesses.

Quem visitou o arquipélago da Madeira regularmente nas últimas décadas só pode tirar o chapéu a João Jardim. De facto, as palhaçadas passam para segundo plano quando se atenta à obra feita. A Madeira tem dos mais elevados níveis de vida do país, sobretudo se comparado com os Açores. Portanto, não é de estranhar que seja apreciado pelos insulares.

E agora, João Jardim volta a actuar segundo as regras da política local. A nova Lei das Finanças Regionais vai retirar milhões à Madeira a que se juntam mais milhões que vão deixar de vir de Bruxelas. Assim, há que arranjar um bode expiatório externo que possa ser culpado de todos os males. Há que arranjar um inimigo que sirva para unir os eleitores da Madeira em torno do seu líder que promete combatê-lo até ao fim. O Governo de José Sócrates ganhou o lugar de mau da fita. E Alberto João Jardim vai usá-lo para ganhar novamente as eleições e ver a sua legitimidade democrática reforçada. O que não deixará de colocar dificuldades a Sócrates e, por tabela, a Cavaco Silva.

A estratégia de Alberto João Jardim não tem nada de inovadora. É típica de qualquer líder local ou regional que sabe que a sua força está nos eleitores da sua terra. Portanto, para se manter no poder - o objectivo de qualquer político, convém não esquecer -, usará a miopia dos votantes. Primeiro que tudo, os madeirenses querem ver as suas reclamações e expectativas locais satisfeitas e só depois se preocupam com o bem geral da Nação.

Isto é importante numa altura em que a reforma do sistema político voltará a dominar a agenda política e que estão em cima da mesa os círculos uninominais. Este tipo de situações terá um crescimento exponencial caso sejam introduzidos no mapa eleitoral. Tal como Alberto João Jardim, não esqueçam Daniel Campelo. Primeiro a minha terra, depois o país - este é o lema destes políticos. Assim, é essencial um círculo nacional que equilibre os radicalismos.

A nova Lei das Finanças Regionais é melhor do que a anterior, tendo em conta o estado calamitoso das contas públicas, já que obriga as regiões autónomas a gastarem menos, à semelhança do que estão a fazer os outros subsectores das Administrações Públicas. E a Madeira tem um historial de más contas. É preciso equilibrar as finanças públicas, o que trará benefícios para todos os portugueses - nas ilhas e no continente: impostos mais baixos no futuro e um Estado melhor preparado para enfrentar o envelhecimento da população e as suas consequências na Saúde e Segurança Social.

Perante isto, as últimas manobras de Alberto João Jardim continuarão a parecer uma loucura no continente. Atitudes próprias de quem só olha para o seu umbigo. Pois é exactamente isso que ele faz e é por isso que é adorado na Madeira. Ninguém disse que a democracia é fácil ou simples."

Fonte: Diarioeconomico.sapo.pt

Anónimo disse...

Se o homem diz ou faz, todos dizem que deve ser demitido.
Se, democraticamente, dispõe o lugar para decisão da população, faz mal...
Já agora, na Itália, não ha democracia (desde há dezenas de anos que há demissões sucessivas dos governo eleitos).

Ricardo Ramalho disse...

Bom...

Primeiro que tudo, temos o estilo, que é francamente carroceiro.

Segundo, ele lá defende a pátria dele; antes da pátria dele está a Pátria, e os seus superiores interesses. Acho eu...

Terceiro, Itália tem mais de 20 partidos com acento parlamentar, o que torna normalíssimo o cair de governos sucessivamente. A coligação da Azeitona integrava 16 partidos... Até admira o tempo que aguentou, muito sinceramente.

Quarto, o AJJ usou uma forma pouco limpa da Democracia. Demite-se e volta a candidatar-se, como "forma de protesto".

Quinto, a Madeira tem índices de vida superiores aos do Porto e pouco abaixo dos de Lisboa, o que faz dela a segunda melhor zona do país a nível de qualidade de vida. Será que precisam de continuar a gastar mais e mais e mais?

Sexto, quando toca a apertar o cinto, calha a todos! Não é só aos outros e à Madeira não. É simples o conceito.

Ele que saia... Mas que saia de vez!

Anónimo disse...

Ramalho, quando ele quiser sair (demitir-se) mesmo, ele sai sem pestanejar, da mesma maneira que responde para os Jornalistas que não quer saber de Lisboa para nada.
Se recandidatar, e se o povo da Madeira continuar a votar nele... o que podemos nós fazer, as eleições são o poder mais soberano para além de uma decisão judicial.

Pode não ser uma forma limpa mas é legal e possível fazer, que em princípio vai executar.

Em relação ao 6º ponto, acho que a "mama" já devia ter acabado a muito tempo, e ninguém teve coragem para tomar medidas, nomeadamente na Madeira, mas até neste caso envolve a Madeira, Açores e Continente.

Voltando à Madeira, dêem-lhe a Independência que há muito pedem... e julgo que o teu ponto 5 vai ser diferente ;)

Anónimo disse...

Nem tudo na Madeira corre às mil maravilhas... a Madeira também tem muita miséria escondida. É uma ilha praticamente virada para o turismo e para quem dele pode tirar proveito!

Quanto ao dito senhor, também acho que deveria existir uma lei que não autorizasse nova candidatura depois de desistência. Assim evitava-se mais uma palhaçada.