terça-feira, fevereiro 27, 2007

Quando te casas? (Ou o hino aos pobres de espírito!)

Há uns dias, numa inesperada conversa com uma senhora conhecida, esta fez-me a pergunta da praxe. Sim, porque já é da praxe fazerem-me essa pergunta! Afinal de contas já tenho 30 anos... É suposto casar-me! Ah! E também devia sair de casa, afinal de contas tenho 30 anos...

Ai que horror!

A minha resposta? Bom... a resposta que me apetecia seria:
Para fazer a bela figura que alguns ilustres fazem, prefiro ficar assim muito obrigado; por várias razões das quais destaco duas: primeira - não é o momento, não me apetece, não quero problemas; segunda - não tenho ninguém, nem me parece que venha a ter nos próximos tempos. Mas, porque raio tenho que lhe explicar isso?
Mas pronto... Como não gosto de ser desagradável (por vezes!), simplesmente disse (com mais ou menos extensão e flores no palavreado) que não queria ter chatices e que por isso ficava sozinho.

Resultado? Levei com retórica barata sobre quando é a idade certa ou errada para se casar. E que o importante era casar-me! Odeio quando as pessoas são quadradas e formatadas... É pobreza de espírito não aceitar as posturas alheias e outras formas de estar.

Comi, calei porque não gosto de ser desagradável com pessoas mais velhas... Mas ali fiquei por um fio. Saio de casa quando achar que saio, e caso-me quando tiver uma namorada, e isso são não acontece quando queremos... Não há no supermercado! Simplesmente, acontece!

Velha estúpida!

10 comentários:

Anónimo disse...

Man, your live is your own.

Pois é, a formatação da sociedade é uma autêntica treta!
O que uns fazem, os seus comportamentos socialmente adequados, são simplesmente padrões que tentam levar à homogeneidade de uma estrutura. Mas essa homogeneidade é extremamente perigrosa e de autêntica fachada.

O teu tempo, é teu!
O teu espaço, é teu!
As tuas emoções, são tuas!
Tu, és único!

O que importa é estares bem contigo próprio, e não em função dos outros e do que os outros gostam de ter de ti. Isso sim, é egoismo!

Se percorreres o teu caminho, e te descobrires. Seja lá onde for que vás dar, estarei muito mais feliz por ti. Sei que encontrarás, a felicidade e a tua estabilidade emocional.

Aí, estarás bem preparado para dar e receber.

Mas o infelizmente é esta a sociedade que temos.

O que importa é procurarmos o nosso Mundo, e fazermo-nos rodear de quem nos faz sentir bem, no momento. No enquadramento do nosso Ser no Presente.
Agarrar-mo-nos ao passado e às boas memórias não nos faz avançar.

Força com experiências novas.

O caminho é teu. Se não gostas de encontrar certo tipo de pessoas nele, muda-o. ;)

Começas-te a querer encontrar-te, continua.

Abraços

as velas ardem ate ao fim disse...

Se para os rapazes é complicado.Imagina para uma rapariga solteira convicta com quase 33 anos, que saiu de casa para viver sozinha e que segundo as velas devia arranjar uma companhia,ie, um marido!
Companhia eu gosto quando quero!

Bjos

Anónimo disse...

Estou há seis anos com a mesma pessoa. Estamos bem... e não pensamos se daqui a 10 estamos ou não. Estamos hoje, que é o que interessa. Tb ouvimos a estória do 'tão, qd casam?'. Pronto, ta bem, tao habituados a ver-nos juntos. Faz sentido que algum dia tomemos uma decisão dessas (ou parecida lol). Mas o pior mesmo é ouvir... 'já andam há tanto tempo?? que enjoo... que seca... não se fartam?'

É curioso... as pessoas têm sempre de apontar o dedo... por isso o melhor é ignorar! Se és casado, não devias pq ela não é mulher para ti, se és solteiro não devias, pq a tua obrigação na vida é casar para teres filhinhos e bla bla bla, se andas há 6 anos com uma pessoa és parvo porque devias andar aí na borga a curtir com as babes.... lol

Enfim... enquanto as coisas fazem sentido para nós... é esse o caminho!:)

Beijo. Sandra

Anónimo disse...

Bem ao ler o que escreveste muito me ri!! Já que muitas vezes também me acontece isso!!
Mas eu ao contrário de ti digo o que em vai na alma, e pergunto se se vendem "namorados/maridos" em alguma prateleira de supermercado, pois assim quem sabe um dia possa ir ás compras e até encontrar alguém!!! :)))))
Claro que normalmente com uma resposta destas a outra pessoa fica um pouco desarmada e nada mais diz!!!
Talvez não seja muito simpático de minha parte, mas não consigo ser de outra forma neste assunto!!! Pois não estou sozinha por opção, mas também não vou colocar um letreiro nas costas a dizer "Procura-se"!!!
Enfim, como dizes e bem tudo a seu tempo e se tiver que acontecer, acontecerá, pois nada mais se pode fazer!!!

Anónimo disse...

Se for da família diz: "Ainda não chegou a altura!";

Se não for da família diz: "Meta-se na sua vida, ok?" :)))

Anónimo disse...

Porque é que ficas irritado? Se é de consciência tranquila que tomas a opção de não casar nem sair de casa dos teus pais isso não deveria irritar. Ou será que há uma parte de ti que quer isso mas esbarra em medos e inseguranças?

Ricardo Ramalho disse...

Claro que há medos e inseguranças... Nem escondo isso! Basta ir acompanhando este blog com atenção! ;)

Mas não é essa a questão! É mais o facto de algumas pessoas não aceitarem que outros façam a vida ao ritmo que podem/conseguem...

Anónimo disse...

Enfim, essa conversa de "então quando é que casas" é tida quase como um "então está tudo bem contigo?", ou "parece-me que hoje está mais fresquinho". É perguntar por perguntar. Muitas vezes não há juízo implícito nisso. Dou-te outro exemplo: uma amiga minha estava desempregada e quando encontrava algum amigo/familiar a pergunta que mais lhe faziam era "então o que é que estás a fazer?", o que a deixava profundamente irritada porque tinha que dizer que estava desempregada e ouvir a pena da outra pessoa: "oh... pois... isto está difícil, deixa lá vais arranjar alguma coisa". O que é que perguntarias a um(a) gajo(a) que já não vês há algum tempo? "Então o que é que estás a fazer?", "Já casaste?", bla bla bla. Inofensivo da tua parte, potencialmente ofensivo para quem ouve. Bottom line: caga nisso. Parabéns pelo blog.

Anónimo disse...

Ainda te faltam 7 anos para a idade certa!

AzraelAngel disse...

um dos dogmas mais comuns da sociedade actual.

mantenho a minha opinião... (embora saiba qual é o teu nível de empirismo cientifico!) está escrito no teu destino, quando chegar o momento certo ira acontecer...

;)

até poderás nunca casar... e simplesmente ir casando.... LOL