Não estou contra a greve, até me parece justa de certa forma! É um direito adquirido e se os motivos forem relativamente válidos, porque não? Os direitos são para se usar! Ou seja, na generalidade estou de acordo com esta greve geral: contra a precarização, e contra o ataque aos sistemas de saúde e educação. O discurso é um pouco inflamado mas sempre que queremos trinta temos que pedir cem, para ver se chegamos aos ditos trinta… Faz parte da guerra política.
Agora, se olharmos à estatísticas o Governo tem umas e os Sindicatos têm outras. O verdadeiro número deve andar algures no meio, mas mesmo assim as participações têm de tudo menos de "massivas". Porquê? Não sei, nem tenho a pretensão de saber. Tenho dois simples palpites:
Agora, se olharmos à estatísticas o Governo tem umas e os Sindicatos têm outras. O verdadeiro número deve andar algures no meio, mas mesmo assim as participações têm de tudo menos de "massivas". Porquê? Não sei, nem tenho a pretensão de saber. Tenho dois simples palpites:
- Desinteresse – as pessoas não se identificam com os Sindicatos, com a linguagem, com a forma. Ou simplesmente não querem saber! Andam demasiado preocupadas com as suas (banais?...) vidinhas e o bem-comum não interessa muito, mesmo que até lhes pudesse melhorar a vida a longo prazo. Talvez não interesse, talvez até dê demasiado trabalho, talvez não tenham “tempo”, não sei… É um palpite apenas!
- Contrato a Prazo / Patrão – ah, mais uma vez bato nos patrões! Mas aqui é mais uma vez um palpite, não tanto uma crítica. Ou seja, as pessoas são vistas como custos fixos, como números numa organização. Querem que as pessoas sejam cada vez mais robôs, mecanizados, pouco reivindicativos; não interessa numa organização um “colaborador” que não “colabore”. E participar numa greve, significa não “colaborar”, significa ser um elemento desestabilizador da organização. Não é atitude desejada, e se alguém cair nesse pecado mortal é bem possível que seja corrido com uma não renovação do contrato. Até pode não ser explícito, mas é sempre um medo que fica no ar. É um limite à acção, é uma coacção implícita…
Mas isto são palpites apenas! Digam de vossa justiça, se quiserem.

3 comentários:
Se:
-Os sindicatos fossem cá como são em alguns países em que se o trabalhador adere á greve é-lhe pago o dia que perde, ou dias, haveria muito mais gente a aderir.
- Houvesse realmente protecção aos trabalhadores, principalmente os contratados, que dizes muito bem, têm medo, haveria mais gente a fazer greve.
-Não fossem greves de 1 dia, que mais parece uma festa de feriado nacional, concerteza que a adesão do povo cresceria,mas estas greves duram 1 dia de protesto e o Governo ri-se, pois ainda ganha uns trocos para o cofre do Estado.
-Os Sindicatos fossem algo realmente sério, mas cá só servem para fazer barulho, depois ouvimos nas notícias que o Jerónimo de Sousa afirma que só fez greve 1 vez na vida, é estranho , para quem está ligado á CGTP.
Por estes e outros motivos, não faço greve, pelo menos não falto ao trabalho , que os tostões fazem-me falta, o que não quer dizer que não faça uma greve de zelo.
Sou a favor da greve, parece-me que enquanto houver algum tipo de reivindicação ainda há esperança!
Porque estar vivo é o contrário de estar morto, já dizia a Tia Lili.
Acho é que as pessoas já estão cansadas e com o que se tem passado o pensamento generalizado deve ser "as greves não servem para nada e espero é não perder ainda mais direitos...".
Depois há muitos a recibo verde e parece-me que não faz sentido um "trabalhador por conta própria" fazer greve.
E para os contratados, tal como referiram também é um risco...
Bom, tive que trazer o carro e demorei 45 minutos entre Alvalade e Campolide, pelo que, a meu ver, a greve até teve algum efeito!
Nunca gostei de greves. A melhor forma que os sindicatos têm de mostrar desagrado, é através do diálogo, que, segundo parece, estava ainda a acontecer. Mas se o diálogo não resulta, existem as eleições. Por outro lado, a conversa dos sindicatos é sempre a mesma, não evoluíu. E as greves só beneficiam os patrões. E porquê uma greve geral(onde alguns sectores foram pressionados a fazê-la)?
Todos sabemos que o país não está bem, mas também já não estava... Agora está pior? pois, mas também ainda ninguém tinha tomado medidas anti-sociais como algumas que eram necessárias fazer. Mexer na função pública, por ex, é sempre muito complicado, há sempre quem fique prejudicado(aqueles que estão em situações mais precárias e os que estavam a mais, a "passear"),mas também há muita gente que quer é emprego e não trabalho, e quando toca a ter que mudar, bate o pé... presenciei algumas cenas destas!
De qualquer forma, não queiram generalizar uma greve que é mais da função pública...
Não sou contra as greves, são um direito, mas também não as faço... não estas!
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