quarta-feira, março 14, 2007

O diálogo (II)

Mas eis que vê uma cara que lhe pareceu conhecida! Essa cara não lhe era totalmente estranha de facto, trazia-lhe à memória alguém com quem conviveu durante muito tempo. Seria mesmo essa pessoa? Seria mesmo a pessoa que pensava ser? Estava tão diferente, afinal de contas tinham passado uns bons anos, e talvez fossem naturais as diferenças. Também ele estava diferente não é verdade?

Chegou-lhe ao pé e disse:
- Reconhece-me?
- Não... - com o seu sotaque característico, era mesmo quem ele pensava ser!
- Ah, tem que me reconhecer! Afinal de contas privámos imensas vezes com o nosso grupo de amigos...
- Voltaste?
- Voltei sim! Voltei às raízes...

O diálogo continuou durante horas, até serem longas horas da madrugada, como sempre foi ali... Falaram de amores e desamores, falaram dos seus caminhos, falaram de tudo e reencontraram toda a amizade que, afinal de contas, não se perdeu.

4 comentários:

Anónimo disse...

Por mais longe que esteja, um amigo é um amigo, nunca se esquece! :D
E a distência é, por vezes, uma desculpa esfarrapada, pois há amigos que vivem próximo e que vemos menos vezes que aqueles que habitam longe!

as velas ardem ate ao fim disse...

Um amigo é alguem com quem pensamos em voz alta!

bjos

Anónimo disse...

Desculpem mas não julgo que seja um amigo, mas sim um conhecido com que se criou uns laços de amizade num local habitual de encontro. Ás vezes as pessoas conseguem falar mais abertamente e descontraídamente com conhecidos do que com amigos, talvez seja devido ao risco da própria amizade ;)

Lembro-me que no BH criavamos diálogos e hábitos de conversa com determinadas pessoas que era somente ali, e não havia mais contacto fora daquele espaço. Faz-me lembrar aquela amizade de conhecidos de vizinhos ou de pessoas numa viagem.

Anónimo disse...

A Amizade é o estar perto, mesmo estando longe.