quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O Correcto e O (In)Correcto

Não é raro ter vontade fazer algumas coisas menos normais... Por desplante, por vaidade, ou simplesmente porque sim quero fazer isto ou aquilo. Muitas vezes a sensação de Correcto ou melhor, o que é (socialmente? logicamente?) correcto leva-me a não o fazer.

Farto-me de procurar exemplos disto! Parece-me simples, e no entanto fico bloqueado quando quero dar exemplos concretos. Por isso, nada melhor que um exemplo automobilístico! Eu, que tanto adoro automóveis, consigo com isso mesmo dar um exemplo simples. Quem quiser pode dar outros nos comentários...

Mas cá vai... Gostava de comprar um carro! Um carro poderoso, cheio de força e uma autentica máquina de condução. Como muitos de vós concerteza sabem, a minha escolha cai para o BMW M3. Mas... Com o mundo como está, com os preços da gasolina, com o consumo médio daquilo (qualquer coisa como 15.2 litros por cada 100km percorridos em cidade), com a poluição, o que resta? O egoísmo, o gozo pessoal em detrimento da vida dos restantes cidadãos? Faz-me confusão, acreditem... Por outro lado, cada vez mais quero comprar um carro híbrido, que de gozo de condução pouco tem (pouco é favor... nada é mesmo a palavra adequada...). A escolha cairia sobre o Honda Civic Hybrid. Não polui muito, é economicamente viável, contribui activamente para uma menor dependecia do petróleo. Parece uma escolha óbvia, mas as minhas emoções não dizem o mesmo...

Pode até parecer um exemplo parvo, mas acho-o elucidativo do que sinto acerca de imensas coisas! Os automóveis são só um exemplo fácil para algo complexo, que envolve sentires e em que a razão nem sempre é o factor primordial...

3 comentários:

Anónimo disse...

Ah, pois é!
Nenhuma decisão é perfeita e em todas as que tomamos há prós e contras e optamos geralmente por aquela que nos parece melhor, seja em que aspecto for, cada um tem prioridades e medidas diversas.
Isto quando não são decisões impulsivas,sem tempo para pensar, obviamente.
Também me parece normal começar pelos extremos, como no exemplo que deste: o MELHOR para ti, mas mau para os outros, ou o PIOR para ti, mas bom para todos.

Como costuma ser dito e eu acredito que muitas vezes é verdadeiro, no meio é que está a virtude, na adaptação do problema à realidade e na busca da melhor solução, para ti e para todos os que são envolvidos na teia.

De qualquer forma, também é uma decisão a tomar conscientemente o quanto é que os outros te podem influenciar na tomada de cada decisão! BOA SORTE! :D

Anónimo disse...

Sem sonhos a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais... por isso, sonha, traça metas, estabelece prioridades. Faz-te algumas perguntas: "será que o M3 é assim tão importante?... é um sonho,é verdade, mas todos nós sonhamos... tenho possibilidades, nomeadamente financeiras, de concretização? e o que é mais importante para mim, esse carro ou...?". Decidir não é fácil, mas obriga-nos a fazer uma escolha, a optar tendo em conta uma série de factores importantes para nós e que implicam o nosso futuro.

A forma como tu pensas é a forma como muita gente pensa... não vejo aqui nada de anormal...todos nós balançamos entre a razão e os sentimentos e pensamos também no que é ou não socialmente "correcto"... o que acontece é que temos que tomar decisões, que nos façam bem, sem prejudicar os outros... a isso chama-se encontrar o equilibrio.

Anónimo disse...

Ah! Esqueci-me de dar um exemplo meu... ;)
Várias vezes tenho imensa vontade de viajar, comer bem e dormir muito bem também.Ora, se o fizer, implica gastar muito dinheiro e ter que prescindir de outras coisas...aí começo a pensar se vale a pena, se devo ou não fazê-lo, se não posso procurar um meio termo, uma alternativa que seja boa e ao mesmo tempo não me prejudique a mim e aos que me são próximos. A minha vontade e impulso, era ir e não pensar em mais nada, mas... nestas alturas como noutras tenho que estabelecer prioridades, medir os "prós e os contras"!