quarta-feira, fevereiro 22, 2006

História de Portugal Condensada e cheia de erros

Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo. Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau. Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos. Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas. Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se o Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios. A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães. Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma tipa vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar duas secas da Grécia na final.
Mais uma daquelas pérolas recebidas por e-mail, cujo autor é completamente desconhecido!

3 comentários:

ladybird disse...

Está o máximo!! Já me fartei de rir! :D

Ariadne disse...

É uma maneira de colocar as coisas, de facto... engraçado é que dou comigo a constatar que seria um progresso se todos os portugueses soubessem a História de Portugal PELO MENOS assim tão bem... o facto é que sei de boa gente, estudante de universidade, que confunde o Mário com o Henriques...

BB

Parafuso disse...

Este artigo faz-me lembrar um livro que saiu recentemente com o seguinte titulo:

"«Sou português...e agora?

Bem, isto tudo começou com D. Afonso Henriques a bater na própria mãe. As hipóteses são várias, e não vêm agora ao caso, o que interessa é: como é que um país que nasce de um episódio destes poderia ter alguma hipótese de se sair bem?
Esta pergunta profunda e complexa é respondida por Luís Filipe Borges - para quem não conhece o nome fica a alcunha, o «gajo da boina» - no livro Sou Português... E agora?, editado recentemente pela esfera dos livros. Luís Filipe Borges arregaçou as mangas, isto é, comprou tabaco e encheu até cima a garrafeira lá de casa, e partiu por um caminho sem retorno, á descoberta do que afinal é ser português.
Um caso único de um esquizofrénico a quem foi dispensado o internamento, facilmente reconhecido pela pança proeminente e unhaca grande do dedo mindinho. Um espécime único que devemos a todo o custo preservar, com uma relação conflituosa e ambígua com o futebol, o sexo, o trânsito, a Economia, a Europa, os telemóveis, a política, os imigrantes, etc. Claro que há sempre a hipótese de deixar de ser português, através de estratégias mirabolantes inventadas pelo «gajo da boina» e que pdoem ser seguidas à risca, sem perigo de vida.
Mas e daí, quem é que deixar de ser «tuga», quando somos invejados por todos os outros habitantes do planeta Terra, pelo clima do nosso belo país à beira mar plantado, pela bica quantinha, o pastel de nata, o fado, o Mourinho..."

Livro